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O que é aprender
mais em menos tempo
O desenvolvimento científico acelerado,
a necessidade de maior quantidade de conhecimentos, a demanda de qualidade
profissional num mercado de trabalho cada vez mais exigente. Como aprender
mais em menos tempo?
Felizmente a pesquisa científica tem
revelado muita coisa. Já descobrimos muito sobre o modo como o cérebro e a
mente funcionam e sobre como os fatos podem ser mais rapidamente fixados na
memória. Criam-se oportunidades de aprender com técnicas hoje conhecidas
com o nome de Aprendizagem Acelerada. Técnicas que proporcionam o uso de
todo o cérebro, nos seus dois hemisférios e de forma integrada, facilitando
a compreensão e memorização de maneiras nunca antes experimentadas.
O ensino convencional determinava
que o aprendizado só se daria se o aluno estivesse completamente concentrado
e fazendo repetições freqüentes de idéias ou palavras – o conhecido
"decorar". A compreensão passava pela seqüência lógica e pelo
raciocínio. Na Aprendizagem Acelerada, por outro lado, ao aluno aprende a
obter um estado de relaxamento alerta e a lidar com um conjunto simultâneo
de informações. No estado de relaxamento, a mente interior entra em ação e
o cérebro fica mais aberto e disponível para o aprendizado.
Pesquisas feitas por Don Schuster, professor de psicologia na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, constataram que alunos que
passaram pelo processo da Aprendizagem Acelerada tiveram um rendimento
muito maior na velocidade e na eficácia da aprendizagem do que os alunos que
tinham aprendido pela maneira convencional.
Os dois lados do nosso cérebro,
nossos dois "cortex", são ligados por
uma fantástica cadeia de fibras nervosas vinculadas a diferentes tipos de
atividades mentais. Na maioria das pessoas, o cortex
esquerdo lida com a lógica, com as palavras, o raciocínio, os números e as
chamadas "atividades acadêmicas". Enquanto o cortex
esquerdo desenvolve essas atividades, o cortex
direito lida com o ritmo, as imagens, as cores, a música e as artes. A
maioria das pessoas tem predominância de um ou de outro lado do cortex. Einstein, por exemplo, assim como outros
grandes cientistas, tinham o lado esquerdo do cortex
dominante. Picasso, Cézanne e outros grandes artistas e músicos tinham o
lado direito dominante.
Em fins da década de 60 e início
dos anos 70, Sperry e Ornstein,
pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia interessados no
funcionamento do cérebro, constataram ainda que algumas pessoas, os
chamados "grandes cérebros", em vez de um lado só, usavam os dois
lados do cérebro com extrema habilidade. Leonardo da Vinci é um exemplo do quanto estes dois hemisférios cerebrais são capazes de
serem desenvolvidos simultaneamente. Na sua época, da Vinci era
inquestionavelmente exímio em artes, escultura, fisiologia, arquitetura,
mecânica, anatomia, física, meteorologia, geologia e engenharia. Também
tocava, compunha e cantava de maneira espontânea, quando as cortes
européias lhes ofereciam algum instrumento de cordas. Ao invés de separar
estas duas áreas diferentes de suas habilidades latentes, ele as combinava
e as integrava. Seus cadernos de anotações científicas eram repletos de
imagens e desenhos tri-dimensionais. E não menos
interessante, os projetos finais de suas grandes obras de arte sempre
pareciam projetos arquitetônicos com linhas retas, ângulos, curvas e
números, incorporando a matemática e a lógica.
Estudando as estratégias de como
as pessoas podem lembrar de algumas coisas após uma simples exposição e
esquecer de outras informações depois de repetir dúzias de vezes, foi desenvolvida uma nova forma de aprendizagem. Através
desta técnica, associações mentais poderosas são criadas de modo que os
alunos percebem que eles podem visualizar e sentir o que acabaram de ouvir.
Tony Buzan, professor e pesquisador internacionalmente
reconhecido por suas técnicas de aprendizagem, criou
na década de 70 uma de suas mais influentes técnicas, a dos Mapas Mentais.
São esquemas em forma de desenho onde os alunos representam os conteúdos
aprendidos através de mapas ou redes de idéias.
Ao se elaborar um mapa mental, o
estudante organiza a idéia ou assunto principal no centro do mapa e,
através de ramificações, as idéias secundárias vão sendo colocadas em
torno, usando-se cores, símbolos e gravuras. Esta técnica, inicialmente
usada pelo seu criador como ferramenta para ajudar os alunos a fazerem
anotações de forma mais eficiente, mostrou-se uma nova e poderosa maneira
de melhorar as habilidades de pensar, memorizar e desenvolver a
criatividade.
As técnicas de Aprendizagem
Acelerada estão sendo aplicadas hoje como ferramenta para os estudos em
todos os níveis, para a leitura acelerada de livros e para o aprendizado
acelerado de línguas estrangeiras. Por suas características e aplicações, e
por conseguir resultados tão imediatos, a Aprendizagem Acelerada faz com
que o aprendizado se torne agradável, satisfatório, divertido e muito
motivador. O preconceito de que estudar é algo penoso e difícil está sendo
derrubado pela rapidez, pelo prazer e pela descontração.
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