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Parte III
Viajando no
Tempo
Nos artigos anteriores você
entrou em contato com a noção de causa-raiz das emoções e dos problemas e com
a experiência da linha do tempo. Conheceu o significado e a função das
emoções e sentimentos desagradáveis e descobriu o que é o aprendizado no
contexto da Terapia da Linha do Tempo.
Neste artigo vamos mostrar
resumidamente a parte de uma sessão típica de Terapia da Linha do Tempo
onde a técnica é utilizada. Com isto você poderá
perceber a integração dos conceitos que apresentamos anteriormente. A
título de ilustração, vamos focalizar somente a técnica em si e deixar de
lado outras partes da comunicação e do processo que viabilizam e integram a
terapia.
Paulo, nosso cliente, já vem
estando em terapia comigo há algumas poucas sessões. Estamos no momento de
usar explicitamente a linha do tempo para limpar a causa-raiz de suas emoções.
Hoje estamos trabalhando a coleção de memórias de raiva em sua vida. Paulo
é uma das pessoas que guarda muitas lembranças de raiva. Com freqüência ela
vem à tona até com as pequenas frustrações que acontecem no dia a dia. Na
realidade ele "explode" com muita facilidade.
Após uma preparação específica,
perguntei: "Se você soubesse qual é a causa-raiz de sua raiva, este
evento aconteceu antes, durante, ou depois de seu nascimento?"
Após um breve instante, Paulo responde: "Foi depois." Perguntei: "Que
idade você tinha?" Ele me responde: "Dois meses". (Sabendo
perguntar, o inconsciente responde muito rapidamente!)
Terapeuta: "Então entre em
contato com sua linha do tempo. Flutue acima de sua linha do tempo e tome a
direção do passado e volte àquela memória. Por favor me informe quando
estiver lá." Passados alguns instantes:
Paulo: "Estou lá."
Terapeuta: "Que emoção está
aí?"
Paulo: "É a raiva."
Terapeuta: "Paulo, o que há
para aprender deste evento, o aprendizado que vai permitir a você livrar-se
desta emoção e de toda sua história de raivas de maneira fácil e segura?
Confie no seu inconsciente e guarde estes aprendizados para seu
futuro."
Paulo: (Aguarda alguns segundos e
inspira profundamente.)
Terapeuta: "Você aprendeu o
que precisava aprender?"
Paulo: "Sim", diz
confirmando com um movimento da cabeça.
Terapeuta: "Você sabe
conscientemente o que aprendeu?"
Paulo: "Não, não sei. Mas
sei que aprendi". (A maior parte das vezes o aprendizado se dá num
nível inconsciente.)
Terapeuta: "Ótimo. Agora flutue
um pouco para o passado, e do passado olhe na direção do agora. Observe o
evento à sua frente e abaixo de você. Onde está a emoção de raiva?"
Paulo: "Ela desapareceu!...
Eu estou calmo e dormindo!"
Terapeuta: "Muito bem ...
Agora tome a direção do agora por cima de sua linha do tempo. E permita que
sua mente inconsciente aprenda com cada evento subsequente,
reavalie e reorganize cada memória onde
antigamente havia raiva, limpe cada emoção e chegue ao agora."
Alguns segundos depois Paulo abre os olhos.
Terapeuta: "Como você
está?"
Paulo: "Muito leve... (Paulo
para e fecha os olhos por mais uns quinze segundos) Enquanto eu voltava,
parecia que minhas articulações iam se soltando. Foi muito estranho... foi
um alívio."
Terapeuta: "Se eu pedisse a
você para se lembrar de um daqueles momentos de seu passado que quando você
pensava sobre ele a raiva retornava, como se sente agora?"
Paulo volta-se para dentro de si
mesmo por uns instantes. Volta a uma de suas memórias e diz:
Paulo: "Agora não tem mais
nada. A raiva sumiu. É apenas um fato, sem emoção. Muito estranho!"
Terapeuta: "Não ficou nenhum
sentimento?"
Paulo: "De raiva não. Ficou
uma espécie de compreensão, de tolerância, algo assim. É um sentimento de
"não vale a pena se incomodar com isso" ".
Terapeuta: "E se você for
para um momento de seu futuro, um momento qualquer que se fosse no passado
você sentiria aquela raiva, como você vai se sentir?"
Paulo: "Vou ter mais
tranqüilidade. Com certeza não vou explodir. Parece que vai ser uma reação
normal, equilibrada."
Alguns meses mais tarde fui apresentado à sua esposa. Ela está muito contente e
diz "A mudança de Paulo foi impressionante. As crianças estão mais
tranqüilas, sem aquele medo do pai brigar. Mas acho que quem ficou mais
contente lá em casa foi a empregada. Era talvez a
pessoa que mais se assustava com as explosões de raiva dele."
Simples mas não simplista, rápida
e sofisticada em seus detalhes, a Terapia da Linha do Tempo, além de limpar
emoções desagradáveis, permite uma série de outros benefícios terapêuticos.
Pode-se neutralizar crenças e decisões limitantes,
mudar a direção da linha do tempo em alguns raros casos quando isto é
necessário e planejar e objetivar o seu futuro. É um valiosíssimo auxiliar
no tratamento de doenças e sintomas físicos ao permitir a neutralização de
emoções negativas e o acesso às causas mentais e psicológicas dos problemas
orgânicos. Associada a outros instrumentos como o
estudo dos valores pessoais, a hipnose e a programação neurolingüística,
a Terapia da Linha do Tempo tem permitido a terapeutas mentais e
psicológicos serem mais efetivos, precisos e suaves em suas intervenções de
ajuda.
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Mais informações sobre a formação
e atendimento com a Terapia da Linha do Tempo pelo fone (48)3233-5525 ou
por nosso e-mail. A formação é exclusiva para
psicólogos, psicoterapeutas e terapeutas das
áreas mental e psicológica com formação anterior e experiência nesses tipos
de atendimento.
Artigo publicado na
revista "Conhecimento Sempre" – Ano 3 – Número 16 – Julho/98
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